Desde o surgimento do cinema, que se deu no século XVIII, os filmes eram mudos. Um filme mudo é um filme que não possui diálogos falados, sendo estes substituídos por músicas ou rudimentares efeitos sonoros durante a exibição. A idéia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos vinte, a maioria dos filmes eram mudos devido a inexistência de tecnologia para tornar isso possível.
No dia 28 de dezembro de 1895 aconteceu a primeira seção de cinema paga, numa sala dos fundos da Grand Café, no Bulevard Capucines, em Paris. A platéia assistiu a imagens de pessoas a se movimentar; eram trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Essa projeção foi dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, os primeiros a fazer e projetar filmes (fitografia animada) com um aparelho que funcionava com desenhos e fotografia (o cinematógrafo). No período mudo do cinema a compreensão dos filmes se fazia através de explicações em forma de textos (a legenda) e os atores abusavam dos gestos. Durante trinta anos o cinema se resumiu a esse modelo, que mesmo sem apoio sonoro transmitia uma grande magia ao público. No início do século XX o cinema gerou muito dinheiro com seus filmes cultos, baseados em obras literárias para pessoas de gosto mais refinado e também com os filmes chamados de pastelões, os preferidos do povão, que eram comédias rasgadas cheias de tortas na cara e perseguições.
Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direção e atuação de 90 filmes, como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, com exceção da divertida canção nos minutos finais de Tempos Modernos, em 1936.
No Brasil, o cinema mudo chega às principais capitais brasileiras no início da década de 20, através do movimento nacional pró-cinema, promovido pela publicidade das revistas Para Todos e Selecta, na época, os maiores veículos de comunicação de massa. Em sua fase pioneira surgiram os ciclos regionais, que eram os movimentos anti-estrangeirismos. Ou seja, eram filmes produzidos a partir da realidade sociocultural do povo brasileiro. Desses ciclos, o que mais produziu e se destacou foi o de Pernambuco.
A era do cinema mudo permaneceu no Brasil até os anos 30. Nesta década, surgiram as companhias cinematográficas. Em 1930 Adhemar Gonzaga fundou a Cinédia, que garantiu com grande importância a continuidade do cinema brasileiro. Vieram então a era das chanchadas produzidas pelas companhias cinematográficas Atlântida (1941), em São Paulo, e a pioneira Cinédia que revelou nomes como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves.
Desde o surgimento do cinema, que se deu no século XVIII, os filmes eram mudos. Um filme mudo é um filme que não possui diálogos falados, sendo estes substituídos por músicas ou rudimentares efeitos sonoros durante a exibição. A idéia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos vinte, a maioria dos filmes eram mudos devido a inexistência de tecnologia para tornar isso possível.
No dia 28 de dezembro de 1895 aconteceu a primeira seção de cinema paga, numa sala dos fundos da Grand Café, no Bulevard Capucines, em Paris. A platéia assistiu a imagens de pessoas a se movimentar; eram trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Essa projeção foi dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, os primeiros a fazer e projetar filmes (fitografia animada) com um aparelho que funcionava com desenhos e fotografia (o cinematógrafo). No período mudo do cinema a compreensão dos filmes se fazia através de explicações em forma de textos (a legenda) e os atores abusavam dos gestos. Durante trinta anos o cinema se resumiu a esse modelo, que mesmo sem apoio sonoro transmitia uma grande magia ao público. No início do século XX o cinema gerou muito dinheiro com seus filmes cultos, baseados em obras literárias para pessoas de gosto mais refinado e também com os filmes chamados de pastelões, os preferidos do povão, que eram comédias rasgadas cheias de tortas na cara e perseguições.
Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direção e atuação de 90 filmes, como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, com exceção da divertida canção nos minutos finais de Tempos Modernos, em 1936.
No Brasil, o cinema mudo chega às principais capitais brasileiras no início da década de 20, através do movimento nacional pró-cinema, promovido pela publicidade das revistas Para Todos e Selecta, na época, os maiores veículos de comunicação de massa. Em sua fase pioneira surgiram os ciclos regionais, que eram os movimentos anti-estrangeirismos. Ou seja, eram filmes produzidos a partir da realidade sociocultural do povo brasileiro. Desses ciclos, o que mais produziu e se destacou foi o de Pernambuco.
A era do cinema mudo permaneceu no Brasil até os anos 30. Nesta década, surgiram as companhias cinematográficas. Em 1930 Adhemar Gonzaga fundou a Cinédia, que garantiu com grande importância a continuidade do cinema brasileiro. Vieram então a era das chanchadas produzidas pelas companhias cinematográficas Atlântida (1941), em São Paulo, e a pioneira Cinédia que revelou nomes como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves.
Por: Sandra de Freitas