O 42º Festival de Cinema de Brasília, mais antigo festival do gênero no País, será aberto nesta terça-feira (17) com a pré-estreia do filme “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto, diretor que teve uma de suas obras – “O Quatrilho” – indicada para concorrer ao Oscar. O filme conta a trajetória de Luis Inácio Lula da Silva desde a infância pobre em Pernambuco até o mandato presidencial.

O longa foi inspirado no livro homônimo, da jornalista e historiadora Denise Paraná, lançado em 2002. Será exibido amanhã à noite no Teatro Nacional de Brasília para jornalistas e convidados.

Serviço: Festival de Cinema de Brasília, 42ª Edição, de 17 a 24 de novembro. Categoria(s): Longa, Média, Curta. Gênero(s): Ficção, Documentário, Experimental, Animação.

Fonte: JC OnLine

A produção audiovisual pernambucana cresce de uma maneira acelerada, gerando empregos e movimentando um estado que cada vez mais vê o cinema como forma de expressão e comunicação. Junto com o desenvolvimento da cena cinematográfica local, cresce também a procura por cursos de graduação na área de cinema, que são limitados se comparados com a quantidade de instituições de ensino em funcionamento atualmente. Os interessados em cursar uma graduação e ter um diploma na área de cinema se vêem com apenas três opções. As únicas faculdades privadas a oferecerem especializações em vertentes do cinema são Maurício de Nassau e AESO Barros Melo. Entre as públicas, só a Universidade Federal de Pernambuco oferece, hoje, esse tipo de graduação.

 

mauricio-de-nassauQuem quiser se especializar em cinema digital deve procurar a Faculdade Maurício de Nassau, no bairro do Derby, em Recife. O curso tem um valor mensal de, em média, quinhentos reais, e aborda principalmente os processos digitais de captação e pós-produção de imagens cinematográficas em disciplinas como redação, montagem e edição e produção audiovisual. Para o coordenador da graduação, Leonardo castro, o curso de cinema digital visa atender à demanda do mercado por profissionais com uma formação específica para atuação na área. Com relação à qualidade do curso, as impressões são bastante positivas. “No começo existiam algumas dificuldades, mas como o curso é novo, isso é normal. Com o passar do tempo, essas dificuldades tem diminuído bastante”, afirma o estudante Fabrício Cruz, aluno do 6º período da Faculdade Maurício de Nassau.

 

Já a Faculdade Barros Melo, em Olinda, é a única instituição do Nordeste a oferecer um curso voltado apenas para a vertente do cinema de animação. A grade curricular do bacharelado é toda estruturada para desenvolver as habilidades do estudante em várias técnicas de animação tradicional, 2D, 3D e stop motion. Também fazem parte da grade cadeiras como direção, roteiro, produção, montagem, sonorização e fotografia. O curso de cinema de animação da AESO tem duração de 3 anos, oferecendo 80 novas vagas por período. O investimento para quem quer cursar essa graduação é de cerca de seiscentos reais mensais.

 

Mas aquele estudante que não quer ou não pode desembolsar algumas centenas de reais todo mês para pagar uma graduação, pode optar pelo novíssimo curso de cinema da UFPE, que teve sua primeira turma iniciada no mês de março deste ano e irá oferecer 50 novas vagas todo ano.  Segundo a coordenadora do curso, Ângela Prysthon, a abertura da graduação em cinema se deu por causa da grande demanda da sociedade por especializações do tipo. “Há décadas que o cinema em Pernambuco estava sendo feito por egressos dos cursos de Comunicação. Pessoas que cursavam Jornalismo, Publicidade ou Rádio e TV, porque o curso de Cinema ainda não existia. Temos nos nossos quadros de docentes pessoas com forte formação teórica na área que também vinham atuando nesses cursos já com forte inclinação para o campo do Cinema e que se sentiram muito mais à vontade para trabalhar nesse curso especificamente”, avalia Prysthon. É inegável a importância dessas graduações para o suprimento de uma lacuna que existia na produção local. Em épocas de grande efervescência na cena audiovisual, torna-se cada vez mais necessária a existência de um espaço acadêmico no qual se estabeleçam discussões amadurecidas sobre o cinema, além de uma disponibilidade maior de profissionais capacitados para as diferentes funções, não apenas diretores ou autores, mas também diretores de produção, fotografia, arte, técnicos de som, entre outros.

 

Por: Nathália Ferraz

inglouriousbasterds-capa-09-thumbO longa Bastardos Inglórios, décima produção do aclamado Quentin Tarantino, conta para o público, com um humor escrachado que já é marca registrada do diretor, a história de Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), uma judia que teve toda família assassinada por soldados nazistas sob o comando do frio coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Por pouco, Shosanna escapa da morte e, anos depois, planeja se vingar dos envolvidos a todo custo. Paralelamente, em algum ponto da região européia, um grupo de soldados judeus americanos, conhecidos como “Os Bastardos”, comandados pelo tenente Aldo Raine, este interpretado pelo ator Brad Pitt em uma atuação impagável, começa a se organizar para cometer atos violentos de vingança contra o comando nazista na França, ao mesmo tempo em que tentam derrubar os líderes do III Reich.

É com esse enredo que Tarantino traz para as telas um blockbuster que consegue ser extremamente engraçado e sério ao mesmo tempo, com diálogos profundos e extensos, que muitas vezes chegam a ocupar quinze minutos de filme, mas que prendem a atenção do espectador pelas intensas doses de sarcasmo e ironia. Quem já estava acostumado com o estilo sangrento de Tarantino, não se impressiona com a quantidade de cenas violentas e banhadas de sangue que o longa apresenta. Entretanto, o diretor consegue abusar da violência na “dose certa” – para os parâmetros de um filme com padrão Tarantino – aliando um roteiro extremamente bem elaborado, com cenas que abrangem desde o gênero faroeste até o estilo de filme de guerra, a uma trilha sonora impecável e um elenco de peso.

FICHA TÉCNICA

BASTARDOS INGLÓRIOS

INGLOURIOUS BASTERDS

EUA/2009

Duração – 153 minutos

Direção – Quentin Tarantino

Roteiro – Quentin Tarantino

Produção – Lawrence Bender

Fotografia – Robert Richardson

Música – Mary Ramos

Edição – Sally Menke

Elenco – Brad Pitt (Aldo Raine), Mélanie Laurent (Shosanna Dreyfus), Daniel Brühl (Fredrick Zoller), Christoph Waltz (Coronel Landa), Denis Menochet (Pierre Lapadite), Diane Krueger (Bridget von Hammersmark), Gedeon Burkhard (Wilhelm Wicki), Til Schweiger (Hugo Stiglitz), Martin Wuttke (Adolph Hitler), Eli Roth (Donny Donowitz), Sylvester Groth (Joseph Goebbels).

Assista o trailer:

Po: Nathália Ferraz

Quem nunca deu gargalhadas na trilogia de A era do gelo? Ou quem nunca assistiu aos clássicos da Disney? Para quem respondeu a estas duas perguntas, nem deve imaginar o que acontece no crescente mercado de animação aqui em Pernambuco. O estado já é considerado um pólo cinematográfico forte, e na parte audiovisual de animações essa fama já está ganhando seu espaço.

voltage_hdContar a história da animação no Recife é o mesmo que falar de Luiz Gonzaga, ou Lula Gonzaga como é conhecido, coordenador do Ponto de Cultura “Cinema de animação”. Ele é cineasta há 40 anos, e incentiva crianças e jovens de comunidades carentes a desenharem e posteriormente trabalharem não só na área de cinema, como em videogames e videoclipes. Para ele a animação tem que ser feita de forma artesanal, traços simples. Esse projeto, ajuda na divulgação de novos talentos nesse ramo e também na produção de qualidade que a cidade oferece. Sem um incentivo ativo do Governo, os festivais surgem para levar as animações a todos os públicos, independente de faixa etária.

Um dos grandes orgulhos para quem está inserido no mercado cinematográfico é o Festival Animage. Produzido pela Recbeat, o festival promove mostras competitivas e não competitivas. Em uma conversa sobre o festival do ano passado (2008), Antônio Gutierrez falou um pouco sobre essa iniciativa. “Fazer um festival de animação é um sonho antigo. Acho que isso remonta aos desejos de infância. Tivemos cerca de 150 filmes inscritos, que foram selecionados por uma curadoria. Ao fim ficaram 53 filmes que integram o festival.” Ele também afirmou que gostaria que o festival passasse a fazer parte do calendário cultural do Recife.

Um dos premiados do ano passado do Festival Animage, na categoria Curta-Metragem. Por Filippe Lyra e William Paiva.

As animações pernambucanas também chamam a atenção de quem não mora aqui. Voltado totalmente para as crianças – o 7º Festival Internacional Cinema Infantil que foi exibido de 09 a 18 de outubro, no Cine Rosa e Silva e na Fundação Joaquim Nabuco, trouxe grandes produções nacionais. Não foi apenas um festival só com desenhos animados, tiveram alguns filmes para esse público. O importante mesmo foi mostrar a qualidade das animações brasileiras e incentivar as crianças a assistirem mais o que é produzido no país. Destaque para o filme pernambucano que foi exibido no festival, A herança do vaqueiro apaixonado, de Janilson Nascimento, que faz a 3º série e participou do Cine Sertão (mostra que incentiva crianças a produzirem filmes animados)

Existem outros festivais que dão espaço para as animações e vem mostrando que a qualidade e o perfeccionismo das produções estão se desenvolvendo. O ideal seria estimular tanto as crianças, quantos aos adultos, assistirem mais a esses filmes. O estímulo também tem de vir com o apoio do governo para facilitar o acesso do público.

Curiosidade.

Dia 28 de outubro é considerado dia do cinema de animação. Para comemorar este dia vários filmes animados são exibidos pelo Brasil. Este ano, Recife comemorou o dia pela terceira vez seguida. O evento contou com a mostra oficial, oficinas, mostras especiais e um debate. O tema deste ano foi “Cinema de animação e políticas públicas em Pernambuco”.

O dia do cinema animado tem o apoio da Fundação Joaquim Nabuco e da Faculdade Marista do Recife.

[ Parte 1]

Em forma de cordel, conta a história de quando Deus resolveu criar o mundo. Só que essa criação foge do planejado. A direção é de Leo D. e William Paiva. E foi exibido no dia Internacional da Animação

[Parte 2]

Para Conhecer Mais:

Sobre Lula Gonzaga e o Ponto Cultural de Animação, acesse: pontocinemadeanimacao.blogspot.com

Por: Mirella Araújo

<!–[if gte mso 9]> Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 <![endif]–><!–[if gte mso 9]> <![endif]–> <!–[endif]–>

 

http://www.youtube.com/watch?v=CNNY_I5UrE4&feature=related

chaplineyelinerDesde o surgimento do cinema, que se deu no século XVIII, os filmes eram mudos. Um filme mudo é um filme que não possui diálogos falados, sendo estes substituídos por músicas ou rudimentares efeitos sonoros durante a exibição. A idéia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos vinte, a maioria dos filmes eram mudos devido a inexistência de tecnologia para tornar isso possível.

No dia 28 de dezembro de 1895 aconteceu a primeira seção de cinema paga, numa sala dos fundos da Grand Café, no Bulevard Capucines, em Paris. A platéia assistiu a imagens de pessoas a se movimentar; eram trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Essa projeção foi dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, os primeiros a fazer e projetar filmes (fitografia animada) com um aparelho que funcionava com desenhos e fotografia (o cinematógrafo). No período mudo do cinema a compreensão dos filmes se fazia através de explicações em forma de textos (a legenda) e os atores abusavam dos gestos. Durante trinta anos o cinema se resumiu a esse modelo, que mesmo sem apoio sonoro transmitia uma grande magia ao público. No início do século XX o cinema gerou muito dinheiro com seus filmes cultos, baseados em obras literárias para pessoas de gosto mais refinado e também com os filmes chamados de pastelões, os preferidos do povão, que eram comédias rasgadas cheias de tortas na cara e perseguições.

Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direção e atuação de 90 filmes, como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, com exceção da divertida canção nos minutos finais de Tempos Modernos, em 1936.

No Brasil, o cinema mudo chega às principais capitais brasileiras no início da década de 20, através do movimento nacional pró-cinema, promovido pela publicidade das revistas Para Todos e Selecta, na época, os maiores veículos de comunicação de massa. Em sua fase pioneira surgiram os ciclos regionais, que eram os movimentos anti-estrangeirismos. Ou seja, eram filmes produzidos a partir da realidade sociocultural do povo brasileiro. Desses ciclos, o que mais produziu e se destacou foi o de Pernambuco.

A era do cinema mudo permaneceu no Brasil até os anos 30. Nesta década, surgiram as companhias cinematográficas. Em 1930 Adhemar Gonzaga fundou a Cinédia, que garantiu com grande importância a continuidade do cinema brasileiro. Vieram então a era das chanchadas produzidas pelas companhias cinematográficas Atlântida (1941), em São Paulo, e a pioneira Cinédia que revelou nomes como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves.

Desde o surgimento do cinema, que se deu no século XVIII, os filmes eram mudos. Um filme mudo é um filme que não possui diálogos falados, sendo estes substituídos por músicas ou rudimentares efeitos sonoros durante a exibição. A idéia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga como o próprio cinema, mas antes do fim dos anos vinte, a maioria dos filmes eram mudos devido a inexistência de tecnologia para tornar isso possível.

No dia 28 de dezembro de 1895 aconteceu a primeira seção de cinema paga, numa sala dos fundos da Grand Café, no Bulevard Capucines, em Paris. A platéia assistiu a imagens de pessoas a se movimentar; eram trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando à estação. Essa projeção foi dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, os primeiros a fazer e projetar filmes (fitografia animada) com um aparelho que funcionava com desenhos e fotografia (o cinematógrafo). No período mudo do cinema a compreensão dos filmes se fazia através de explicações em forma de textos (a legenda) e os atores abusavam dos gestos. Durante trinta anos o cinema se resumiu a esse modelo, que mesmo sem apoio sonoro transmitia uma grande magia ao público. No início do século XX o cinema gerou muito dinheiro com seus filmes cultos, baseados em obras literárias para pessoas de gosto mais refinado e também com os filmes chamados de pastelões, os preferidos do povão, que eram comédias rasgadas cheias de tortas na cara e perseguições.

Charles Chaplin, a estrela mais célebre e mais conhecida do Cinema Mudo, foi o responsável pela roteirização, direção e atuação de 90 filmes, como O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928). Desde sua estréia, com o curta Carlitos Repórter, em 1913, Chaplin deu vida ao vagabundo Carlitos. O personagem compõe o exotismo da trama com o figurino de calças largas, chapéu-coco e bengala. A peculiaridade de Carlitos é o silêncio. Mesmo com a chegada do som, o singelo indivíduo não expressa uma palavra, com exceção da divertida canção nos minutos finais de Tempos Modernos, em 1936.

No Brasil, o cinema mudo chega às principais capitais brasileiras no início da década de 20, através do movimento nacional pró-cinema, promovido pela publicidade das revistas Para Todos e Selecta, na época, os maiores veículos de comunicação de massa. Em sua fase pioneira surgiram os ciclos regionais, que eram os movimentos anti-estrangeirismos. Ou seja, eram filmes produzidos a partir da realidade sociocultural do povo brasileiro. Desses ciclos, o que mais produziu e se destacou foi o de Pernambuco.

A era do cinema mudo permaneceu no Brasil até os anos 30. Nesta década, surgiram as companhias cinematográficas. Em 1930 Adhemar Gonzaga fundou a Cinédia, que garantiu com grande importância a continuidade do cinema brasileiro. Vieram então a era das chanchadas produzidas pelas companhias cinematográficas Atlântida (1941), em São Paulo, e a pioneira Cinédia que revelou nomes como Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves.

 

Por: Sandra de Freitas

Besouro

Patrimônio cultural da Bahia desde 2008, a  capoeira já teve sua prática proibida.No Recôncavo baiano de 1920, período após o fim da escravidão, nascia Besouro, estrelado por Ailton Carmo. Um negro considerado como uma lenda na arte da capoeira.  Sua fama vai além de um grande capoeirista, muitos diziam que ele voava nas lutas. Hoje é considerado um herói.

Este é o enredo do filme Besouro, dirigido por João Daniel Tikhomiroff, conta com dois atores pernambucanos: Irandhir Santos (Noca, o capataz) e Flávio Rocha (o coronel). E por se tratar de um filme que fala sobre um grande lutador, espera-se cenas de grandes confrontos, de mais ação.  O que na verdade termina se perdendo um pouco durante o roteiro. Atravessa muito mais a espiritualidade que cerca a cultura afrobrasileira – por sua vez a capoeira – do que as próprias lutas de Besouro para defender seu povo.

Um filme que esteticamente impressiona pela riqueza na caracterização das entidades e a preocupação em mostrar os sentimentos de cada personagem. Firma a importância da capoeira na história. E foge dos filmes brasileiros que seguem as tendências de comédia ou drama.

Por: Mirella Araújo

DSC_0004


Na última sexta-feira (6), o auditório do bloco B da Faculdade Maurício de Nassar recebeu para uma palestra a equipe da Mixer, produtora responsável pela divulgação do filme Besouro, do diretor João Daniel Tikhomiroff. A mesa foi composta pelos integrantes da produtora e também por professores da instituição, como Tatiana Ferraz e Filipe Beltão, que falaram sobre as novas mídias como meios de divulgação em massa. A palestra contou com a participação de cerca de cem alunos dos cursos de comunicação social da instituição.

Entre os assuntos abordados, o principal foi a estratégia de divulgação do longa Besouro, feita basicamente através do marketing viral, uma técnica que explora, principalmente, as redes socias disponíveis na internet. Segundo Berenice Menezes, uma das jornalistas da Mixer, os planos de divulgação do filme começaram a cerca de um ano e meio atrás, e a primeira ferramenta a ser utilizada foi o blog, que trouxe para o público, em tempo real, toda a rotina do set de filmagem, assim como todos os detalhes da pós-produção de Besouro. Com o sucesso absoluto do blog, surgiram os perfis do filme no orkut, no twitter e no facebook, todos disseminando a estréia do filme. Além disso, os interessados em assistir a uma prévia do longa podiam ver o trailer no site youtube. “O plano de divulgação de besouro foi todo embasado em pesquisas e estudos sobre as redes sociais no Brasil”, afirma Berenice.

O retorno conquistado pela equipe de divulgação de Besouro foi tão positivo que todas as parcerias firmadas pela produtora contarão com os mesmos moldes de estratégias de marketing viral. “Pouca gente acreditou, no começo, que o nosso trabalho seria um sucesso. Mais eu comprei a briga e hoje, seis meses depois, todos mudaram de visão”, completa Berenice. O uso das redes sociais e novas mídias para divulgação vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil, principalmente nesse contexto de evolução técnológica em que vivemos, que faz da internet umas das mídias com maior poder de alcance para todo tipo de público.

Para saber mais sobre o filme Besouro acesse www.besouroofilme.com.br

Quer saber mais sobre a Mixer? Então acesse www.mixer.com.br

Por: Nathália Ferraz

audiovisualO 11º Festival de Vídeo de Pernambuco abre, nesta segunda-feira (9), inscrições para duas oficinas gratuitas na área de audiovisual: Realizando com 1 minuto, com a jornalista Alice Gouveia, e Roteiro cinematográfico, com o cineasta Leo Falcão.

Para se candidatar a uma das 20 vagas, por curso, basta escrever um e-mail para c.cine.video.foto@gmail.com, com uma carta de intenção com no máximo 10 linhas. No título da mensagem deve constar o nome da oficina e, no e-mail, o nome completo, e-mail e telefone de contato do interessado.

O primeiro curso vai acontecer na Torre Malakoff, entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, das 9h às 17h. Enquanto o segundo, de 30 de novembro a 2 de dezembro, no Espaço Pasárgada, das 13h às 17h.

O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de novembro.

 

Fonte:  JC Online

criança no cinemaApós passar por 9 cidades, chegou a vez do Recife. No ultimo dia 18 o Cine Rosa e Silva, nos Aflitos,  foi palco para o  6º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI). Mais de 20 curtas e longas-metragens de diferentes nacionalidades foram  exibidos durante a programação, que contou ainda com uma série de eventos e projetos especiais voltados para a criançada. Para os olhos de um adulto as imagens exibidas na tela de cinema impressionam, imagine o efeito da sala escura para uma criança. O encantamento do público infantil pelo universo da telona é responsável pelas maiores bilheterias do cinema comercial.

Utilizar filmes como pretextos para projetos pedagógicos ou como suporte do trabalho escolar pode ser uma das alternativas de aproximação, desde que se tenha a preocupação em não empobrecer nem limitar o cinema como linguagem e possibilidades culturais, e pode ser um começo. Sendo um artefato cultural que as crianças devem se relacionar, ao conteúdo imaginário, o cinema pode ser uma janela para exercitar a capacidade da criança, possibilitando uma relação com a fantasia vivida simbolicamente através de emoções compartilhadas com outras crianças que também estão assistindo o filme, e isso é uma experiência que a escola pode assegurar.

Diante da integração das produções culturais na escola, no caso do cinema, há que se considerar os devidos cuidados na sua apropriação e transposição didática. “Acredito que  o cinema pode ser um complemento da escola, agindo como um uma extensão”, afirma a pedagoga Ursula Lima. O uso da linguagem audiovisual e a sua relação com imaginário, os diferentes códigos icônicos e produção de leituras, a possível determinação de um signo sobre outro, a destituição de seu uso social para seu uso escolarizado e tantos outros aspectos que são necessários discutir a partir de uma leitura histórica das relações entre cultura e escola para manter a instituição e seus agentes como formadores.

Como o professor não consegue competir com o mundo dos espetáculos da mídia, ele traz esse mundo para dentro da sala de aula. Ocorre que, na maioria das vezes, o filme no âmbito da escola é usado como ilustração e complemento, e uma vez que a escola tem sua estrutura de trabalho centrada no texto escrito, o cinema não é visto como uma linguagem com determinados conteúdos e nem em sua especificidade. “Os filmes podem entrar como auxílio psicopedagógico e ajudar na formação de opinião da criança, servindo como complemento do aprendizado”, complementa Ursula.

Prestar mais atenção nas relações das crianças com os filmes nos dá a possibilidade de entender seus olhares e suas reações frente aos filmes. Quando elas acabam de assistir e querem ser seus personagens; quando ficam dias e dias brincando do que viram; quando falam, conversam e discutem sobre o filme. É fascinante ter a possibilidade de compartilhar tais reações, pois cinema é emoção e o desafio é  entender tais emoções com novas informações, mesmo sabendo de seu uso aberto e incerto e de não saber o uso que dele vai ser feito.

No entanto, se hoje a mídia é a grande mediadora substituindo outras interações coletivas, seus efeitos não são neutros nem onipotentes e implicam a necessidade de mediações culturais, pois o significado final depende dos usos que a ela são atribuímos e podemos usá-la de forma que acrescente no futuro das nossas crianças.

Por: Fernanda Lima

Superbarroco é um desses objetos filmados não identificados que Pernambuco tem produzido com certa freqüência, e sem maiores explicações. Não há piadinhas, não há exatamente um início, meio ou fim, mas há algo que parece faltar a boa parte dos filmes que vemos no mundo. A escolha narrativa da realizadora em ilustrar os delírios de um louco de rua foi interferir no cenário com diversas projeções, que deixam as imagens, no mínimo, com uma beleza desconcertante. Esta é a base estética que se apóia o filme. O que poderia virar apenas uma videoarte , aos poucos vai ficando mais claro ao espectador que se trata de muitos dos fantasmas do personagem, o que torna o filme ainda mais bonito.

superbarrocoRenata Pinheiro , que tem uma carreira reconhecida como diretora de arte (Baixio das Bestas, A Festa da Menina Morta), função que tem participação importante no visual de um filme, é também artista plástica. Em alguns casos, no cinema, esse tipo de credencial explica a total falta de interesse numa narrativa linear e uma viagem de maionese sem volta e sem fim. Não nesse caso.

Em Superbarroco, temos muitas vezes a superposição de imagens diferentes de uma vez só, nos lembrando que a água, a comida ou a arquitetura de uma casa podem ser uma extensão de nós mesmos, dos nossos sentimentos e das nossas lembranças. Exatamente como o cinema. O curta de fato expõe uma narrativa comum para nos apresentar um homem e, talvez, o que se passa pela sua cabeça, ou um pouco dos seus sentimentos. Não é exatamente simples expressar esse tipo de coisa em cinema, investir em sensações e não tanto em ações.

Por: Fernanda Lima

 

Próxima Página »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.