
Patrimônio cultural da Bahia desde 2008, a capoeira já teve sua prática proibida.No Recôncavo baiano de 1920, período após o fim da escravidão, nascia Besouro, estrelado por Ailton Carmo. Um negro considerado como uma lenda na arte da capoeira. Sua fama vai além de um grande capoeirista, muitos diziam que ele voava nas lutas. Hoje é considerado um herói.
Este é o enredo do filme Besouro, dirigido por João Daniel Tikhomiroff, conta com dois atores pernambucanos: Irandhir Santos (Noca, o capataz) e Flávio Rocha (o coronel). E por se tratar de um filme que fala sobre um grande lutador, espera-se cenas de grandes confrontos, de mais ação. O que na verdade termina se perdendo um pouco durante o roteiro. Atravessa muito mais a espiritualidade que cerca a cultura afrobrasileira – por sua vez a capoeira – do que as próprias lutas de Besouro para defender seu povo.
Um filme que esteticamente impressiona pela riqueza na caracterização das entidades e a preocupação em mostrar os sentimentos de cada personagem. Firma a importância da capoeira na história. E foge dos filmes brasileiros que seguem as tendências de comédia ou drama.
Por: Mirella Araújo